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Projeto de escritor. To sempre de malas prontas pra lugar nenhum por que até hoje não achei casa alguma dentro de mim. (Pra saber mais, clique ali em Quem eu sou, à direita)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

(Só)


Uma cachoeira inteira caindo sob meu corpo. Meus olhos estão fechados e eu não consigo abri-los. Suas mãos, o meu afago, nossa conexão, olhos entrelaçados. Extremidades queimando, beijando seu lado frágil, o dia hoje dança e a música não para. Ela continua repetindo, sem parar. O seu beijo me leva até o norte de mim. As cores lá do céu, o obelisco a nossa frente, o vendaval de abraços. Cola esse corpo no meu, essa pele tão branca quanto porcelana. 
Estou em queda livre. Caindo para o nada, sem saber aonde meu corpo vai parar. Ainda assim não sou o único. Sua mão não me deixa sozinho. As brigas podes esperar. Suas incertezas, a gente deixa pra lá. Podemos fazer tudo, apenas não me deixa de lado. Dessa vez, eu não estou só. Só nos dois. Só os dois. Só à dois. Só.

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